quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Outubro Rosa



O mês de outubro é dedicado à conscientização da sociedade sobre as atitudes necessárias para promover a prevenção e a detecção precoce do câncer de mama. Para isso, o Movimento Outubro Rosa propõe que monumentos, prédios públicos e locais históricos de várias partes do Brasil e do mundo sejam iluminados com a cor rosa, com o objetivo de chamar a atenção para a causa. Aproveitando o momento, achamos válido também chamar a atenção para as mulheres sobreviventes do câncer de mama!
            Além de todos os cuidados com a prevenção e diagnóstico precoce incentivados pela sociedade, temos cada vez mais que nos preocuparmos também com a qualidade de vida das mulheres que superam essa doença. Isso porque o avanço da conscientização da prevenção, o aumento das taxas de detecção precoce e a eficácia dos tratamentos oferecidos reduziram a taxa de mortalidade por câncer de mama. Sabe-se que aproximadamente 50% das mulheres diagnosticadas sobreviverão por pelo menos quinze anos e, portanto, necessitarão de assistência às possíveis complicações decorrentes de todo o processo envolvido no câncer de mama.
O tratamento do câncer de mama está associado à co-morbidades/complicações com impacto significante na qualidade de vida das pacientes.  Entre  as complicações mais freqüentes encontram-se o linfedema, a diminuição da sensibilidade na região operada, lesão nervosa, limitação articular do ombro e fibrose do cordão linfático. Além disso, há também os efeitos do tratamento medicamentoso, principalmente da quimioterapia, que afeta aspectos físicos e sexuais como a fadiga e as disfunções sexuais (secura vaginal, dor na relação, entre outras).
A fisioterapia tem mostrado resultados significativos na prevenção e tratamento destas complicações decorrentes do tratamento do câncer de mama. Entre os recursos utilizados encontram-se a linfoterapia, a mobilização neural, a liberação miofascial, sensibilização/dessensibilização da pele, exercícios passivos e ativos, mobilização do tecido cicatricial e orientações em relação aos cuidados gerais.
Devemos ressaltar a importância da atenção às mulheres sobreviventes! Seja pela sociedade, pelos profissionais da saúde ou por elas mesmas. Felizmente o número de pacientes que se curam cresce, e precisamos garantir a elas a melhor qualidade de vida possível.  

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tratamento fisioterapêutico nas disfunções sexuais femininas


A disfunção sexual é definida como a incapacidade de participar do ato sexual com satisfação, devido a algum transtorno de qualquer uma das fases da resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução).

As causas são diversas, podendo ser desde emocionais como história de abuso/trauma ou conflitos conjugais, social, orgânica como disfunção hormonal, alteração vascular ou física (disfunção do assoalho pélvico, entre outros), patológica como malformações genitais e infecções no trato genital, iatrogênica pelo uso de anti-hipertensivos e drogas quimioterápicas e por resultado de procedimentos médicos como a episiotomia.

Estudos mostram que 49% das mulheres brasileiras apresentam pelo menos uma disfunção sexual. Dentre as disfunções sexuais, destacamos a falta/diminuição do desejo, a secura vaginal (falta de lubrificação), a dispareunia (dor durante a penetração), o vaginismo (contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pênis) e a disfunção orgásmica/anorgasmia.

Apesar da alta prevalência, a maioria das mulheres não buscam ajuda médica por falta de informação, vergonha, frustração ou por falhas de tentativas de tratamentos realizados por profissionais não capacitados.

A fisioterapia é uma inovação nessa área, mostrando trazer benefícios por meio da percepção corporal e conscientização perineal. Durante a avaliação fisioterapêutica realizada por profissional especialista na área, percebe-se que mulheres que sofrem de alguma disfunção sexual apresentam disfunção do assoalho pélvico, que se apresenta ou com aumento de tensão ou então com fraqueza muscular. Qualquer alteração no assoalho pélvico pode afetar a satisfação sexual da mulher, uma vez que tais músculos estão envolvidos com a ereção e sensibilidade do clitóris e com a plataforma orgástica por meio da sua contração reflexa e rítmica.

O tratamento fisioterapêutico das disfunções sexuais abrange técnicas de consciência, fortalecimento e relaxamento especialmente dos músculos do assoalho pélvico, tais como mobilização pélvica, massagem perineal, eletroestimulação, biofeedback, , liberação miofascial e exercícios para o assoalho pélvico.

Ressaltamos a importância do tratamento com um profissional especializado, que realize uma anamnese minuciosa da história da disfunção e uma avaliação física completa, para que então seja realizada a conduta correta, sem riscos de piora e maior trauma para a mulher.



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mais uma nova parceria! Música Materna



A proposta do Música Materna é o atendimento individual e em grupos para encontros semanais, tendo a música como ferramenta para desenvolvimento das habilidades cognitivas, físicas, afetivas e sociais de gestante e bebês.




Para saber mais sobre o Projeto Música Materna acesse o site http://www.musicamaterna.com.br/index.html ou entre em contato pelo e-mail contato2@musicamaterna.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Evolução da Gravidez


Durante a gestação nosso corpo passa por uma série de modificações sistêmicas e locais, permitindo uma melhor adaptação do organismo materno a está fase.

O aumento da volemia (quantidade de sangue) materna é uma destas modificações, ela se faz necessária para que se aumente a oferta de nutrientes e oxigênio para o feto e supre as necessidades aumentadas da circulação materna. Em decorrência destas alterações, pode ocorrer falta de ar aos esforços, taquicardia e inchaço de pernas e pés, sintomas comuns a gestação.

Na alimentação também ocorrem alterações, há o aumento do apetite e diminuição da mobilidade do estômago e intestinos, tornando a evolução do bolo alimentar mais lenta para aumentar a absorção de nutrientes, levando á tendência de obstipação intestinal e risco de hemorróidas.

O ganho de peso até a 24º e 26º semanas, pequena parte decorre do concepto e maior parte da estocagem materna de gordura. Após este período, o ganho de peso materno relaciona-se diretamente ao peso do concepto, havendo a estabilização ou perda do tecido adiposo.

No sistema urinário há um aumento da taxa de filtração sanguínea renal, e em conseqüência aumento da frequência urinária.

O útero cresce gradativamente, havendo um incremento de vasos e nervos.  As mamas ficam hipersensíveis, ocorrendo aumento de volume das mamas e dos mamilos e hiperpigmentação dos mesmos.

Na pele podem aparecer estrias, devido à ruptura da mesma, por isso a importância de mantê-la sempre hidratada e o surgimento de varizes ocorre devido a diminuição do retorno venoso.
  
As articulações ficam mais flexíveis e a pelve torna-se mais móvel. Levando a modificações na postura e no caminhar da gestante, que podem gerar dores musculares.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Feliz Dia da Gestante!!!!!






Desejamos a todas as gestantes um feliz dia da gestante! E que aproveitem esse dia para praticar hábitos saudáveis!

Com Carinho,
Patricia Batista e Taís Takeyama


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fisioterapia no Pós-Parto – Puerpério Tardio e Remoto



Se no puerpério imediato se iniciam as regressões das modificações gravídicas, no puerpério tardio, período do 10º ao 45° dia pós parto, essas alterações já estão mais acentuadas e há o retorno gradativo das condições hormonais pré-gravídicas.

Nesta fase, com a amamentação em curso, trabalhar o equilíbrio e a funcionalidade postural é de suma importância, para a prevenção de desvios posturais e dores musculares.
Agora, um programa de tonificação da musculatura abdominal já pode ser iniciado, e a avaliação da funcionalidade da musculatura pélvica deve ser realizada para a prevenção ou tratamento de disfunções uroginecológicas como a incontinência urinária
.
Já no puerpério remoto (a partir do 45º dia pós parto), a regressão de todas as modificações o período gestacional já cessaram, a puérpera tem alta obstétrica, liberação para a atividade sexual e o retorno dos ciclos menstruais marca o fim do puerpério.

Agora, a mulher já se prepara para retornar a sua atividade profissional e as suas atividades diárias, cabendo ao fisioterapeuta proporcionar um condicionamento físico e orientar o retorno a atividade física e/ou esportiva anterior, além do trabalho postural e de prevenir e tratar dores musculares e articulares.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Síndrome do Túnel do Carpo na gravidez




A síndrome do túnel do carpo é caracterizada por sensação de dormência, formigamento ou “choque” nas mãos, especialmente nos dedos indicador, médio e anular, e dor em alguns movimentos como dobrar os dedos e fechar as mãos.

Durante a gestação, os sintomas podem surgir em qualquer trimestre gestacional, mas normalmente aparecem no 5° ou 6° mês, quando há aumento do edema (inchaço) gestacional, já que a síndrome ocorre quando há compressão do nervo (mediano) que passa pelo punho, decorrente do estreitamento da região (canal) de passagem do nervo e tendões.

Geralmente os sintomas se acentuam durante a noite e diminuem durante o dia. A gestante pode sentir maior desconforto ao adormecer sobre o braço, e dor para realizar algumas atividades como abrir embalagens, segurar o volante do carro, entre outras.

Condutas que ajudam a reduzir o edema, como a drenagem linfática, podem aliviar os sintomas. Imobilizar a articulação do punho com tala específica, recomendada por profissional qualificado, também oferece melhora. Outros cuidados como tentar mudar de posição durante o sono, abrir e fechar as mãos e elevar as mãos também pode ajudar.

Deve-se ter cuidado com as medidas tomadas por conta própria a procura de alívio. A aplicação de calor na região, especificamente no caso das gestantes, pode agravar os sintomas, uma vez que o aumento da temperatura pode piorar o edema local.

Na maioria dos casos os sintomas desaparecem após o parto. Caso persistam no pós-parto e regressão do edema, deve-se procurar um ortopedista, uma vez que a síndrome pode ser decorrente de outros fatores que não o edema gestacional. Aquelas que possuem atividades profissionais que envolvem movimentos repetitivos dos braços e mãos, assim como flexão contínua dos dedos, por exemplo a digitação, devem estar atentas, pois tais atividades também desencadeiam os sintomas da síndrome devido a processos inflamatórios.

Para prevenir a síndrome do túnel do carpo é importante que a gestante “controle” o edema gestacional, realizando atividade física e drenagem linfática com profissionais especializados.