O mês de outubro é dedicado à conscientização da sociedade sobre as atitudes necessárias para promover a prevenção e a detecção precoce do câncer de mama. Para isso, o Movimento Outubro Rosa propõe que monumentos, prédios públicos e locais históricos de várias partes do Brasil e do mundo sejam iluminados com a cor rosa, com o objetivo de chamar a atenção para a causa. Aproveitando o momento, achamos válido também chamar a atenção para as mulheres sobreviventes do câncer de mama!
Além de todos os cuidados com a prevenção e diagnóstico precoce incentivados pela sociedade, temos cada vez mais que nos preocuparmos também com a qualidade de vida das mulheres que superam essa doença. Isso porque o avanço da conscientização da prevenção, o aumento das taxas de detecção precoce e a eficácia dos tratamentos oferecidos reduziram a taxa de mortalidade por câncer de mama. Sabe-se que aproximadamente 50% das mulheres diagnosticadas sobreviverão por pelo menos quinze anos e, portanto, necessitarão de assistência às possíveis complicações decorrentes de todo o processo envolvido no câncer de mama.
O tratamento do câncer de mama está associado à co-morbidades/complicações com impacto significante na qualidade de vida das pacientes. Entre as complicações mais freqüentes encontram-se o linfedema, a diminuição da sensibilidade na região operada, lesão nervosa, limitação articular do ombro e fibrose do cordão linfático. Além disso, há também os efeitos do tratamento medicamentoso, principalmente da quimioterapia, que afeta aspectos físicos e sexuais como a fadiga e as disfunções sexuais (secura vaginal, dor na relação, entre outras).
A fisioterapia tem mostrado resultados significativos na prevenção e tratamento destas complicações decorrentes do tratamento do câncer de mama. Entre os recursos utilizados encontram-se a linfoterapia, a mobilização neural, a liberação miofascial, sensibilização/dessensibilização da pele, exercícios passivos e ativos, mobilização do tecido cicatricial e orientações em relação aos cuidados gerais.
Devemos ressaltar a importância da atenção às mulheres sobreviventes! Seja pela sociedade, pelos profissionais da saúde ou por elas mesmas. Felizmente o número de pacientes que se curam cresce, e precisamos garantir a elas a melhor qualidade de vida possível.






